HISTÓRIA DE VIDA

PUBLICO AQUI PARA VOCÊ, ALGUMAS PÁGINAS DE UM LIVRO QUE ESTOU ESCREVENDO.

22

de
abril

Historia de Vida - 1ª Página(Port.)

 

Aqui estão escritas 03 páginas de um livro que estou escrevendo.
Pequena parte de um acontecimento e experiência vivida.
Quer ler?  Por favor, leia até o fim.

  
PODERIA SER CHEIRO DE JASMIM
MAS ERA CHEIRO DE
LAVANDA.

              Depois de tantos dias, de tantas noites, de tantas saudades, tristezas e poucas alegrias, naquela manhã ensolarada, tão cedo acordei com um  raio solar que sobre a fresta da cortina veio de encontro ao meu rosto, não sabia o que causou aquela cena, mas logo descobri que depois de tantos dias e tantas noites aquela cortina desbotada de cor escura tinha sido substituída por outra de cor clara, razão do raio solar ter penetrado assim tão cedo e me acordar. Era manhã de domingo e por vários anos minha vida era monótona, sempre as mesmas coisas e o mesmo objetivo e para piorar, os sábados, domingos e feriados eram mais tristes ainda, nesses dias aquele lugar ficava tão deserto e tão calado que demorava uma eternidade passar.  O lugar onde me encontrava era o substituto do meu lar, porém um lar onde a gente vive outra realidade com um projeto inicial único: sair dali, você não está ali porque quer, mas também não posso negar que dos momentos em que se vive é que surgem outros momentos a se viver.
              Quando chegava  2ª feira de manhãzinha, como era bom ouvir o barulho das portas se abrindo, o barulho dos sapatos adentrando naquele recinto e também as vozes que vinham lá do fundo do corredor de entrada desfazendo todo o silêncio e toda calmaria que se encontrava naquele lugar. Por isso a  2ª segunda feira para mim e para muitos outros ali se tornara o melhor dia da semana, mas para mim ainda tinha uma outra segunda coisa boa,  que era ver aquela pessoa de estatura mediana, corpo bem definido, rosto lindo escondido por traz de algumas  mexas da franja de cabelos  negros, que de tão lisos escorregavam sobre o seu rosto e insistiam em ficar escondendo boa parte dos teus olhos, do seu rosto e seu semblante, semblante este de uma pessoa madura, vivida e gênio forte, gênio daqueles que de tanto ver e participar de sofrimentos já não mais tinha sensibilidade e piedade de ver o sofrimento das pessoas que ali estavam, já não tinha mais iniciativa e paciência em  mostrar um sorriso, uma alegria, até parecia que tudo na sua vida não tinha importância ou significado, ela era assim mesmo, esta pessoa insensível. Mas com o passar dos dias e dos anos eu acabei por descobrir que no interior e na alma daquela pessoa e para melhor esclarecer, daquela mulher, existia uma pessoa muito linda e atraente capaz de amar e de ser amada.               
               Era domingo de primavera, dia 10 de outubro de 1986, e por ser primavera, as vezes eu tinha a impressão de sentir  um rápido e passageiro cheiro de perfumes de flores silvestres que adentrava em meu quarto, as flores realmente existiam e estavam lá fora, mas era impossível seu perfume chegar até o  nono andar, era muito alto e o vento não permitia que o cheiro se propagasse por tão alto, mas logo descobri que o rápido e passageiro cheiro que eu sentia nada mais era que ilusão de olfato aguçado pelo desejo que eu tinha em poder estar lá fora no meio daquele jardim de árvores grandes e floridas, também descobri, mas fingia não saber que este cheiro  era provocado pela fragância de limpa vidros que as zeladoras aplicavam sobre os móveis e vidraças.
          Nesta mesma manhã de domingo de primavera 10 de outubro de 1.986 por volta das 06:30, tudo estava em silêncio e eu já sabia que seria mais um longo e triste domingo, mas me enganei e tudo foi tão diferente e maravilhoso que valeu a pena pelos 04 anos que eu estava ali e também pelos 08 meses a mais que eu ainda iria estar ali. Eis que surge do nada aquela pessoazinha com o mesmo semblante de sempre, exceto pelo seu penteado que estava de cabelos a soltas, mas as mechas da franja continuava a esconder parte de seus olhos e seu rosto, exceto também pela  sua vestimenta que todos os dias eram brancas e naquele dia era um mediano vestido modelo tubinho de cor discreta de amarelado, seu vestido situava-se um pouco a cima dos joelhos. Esta pessoa de quem estou falando era a enfermeira Jolin que veio direto em minha direção, ao aproximar-se de mim uma imensa onda fria passou por todo o meu corpo. Ela, sem esboçar sentimentos, sem nenhuma explicação e satisfação, curvou-se bem próximo do meu rosto, olhou nos meus olhos e bem baixinho me disse, vá até ao banheiro e o mais rápido possível se higienize e coloque estas roupas, me entregando assim uma sacola de compras. Não tive tempo, não me ousei, nada fiz, não consegui e nada perguntei e sem entender e imaginar nada, rapidamente me dirigi ao banheiro e fiz o que ela me pediu e tão logo já estava de volta junto a ela. Ela novamente não demonstrou nenhum sentimento e simplesmente, em tom muito baixo disse vamos! Outra vez fiquei pasmo e não tive tempo e condições de pensar em nada do que estava acontecendo, seguimos pelo corredor, ela em passos rápidos e eu um pouco mais a trás a seguir te, ambos calados o único barulho que se ouvia era dos saltos do seu elegante sapato de cor semelhante a do seu vestido, neste momento em que eu te seguia é que deu tempo de arriscar um duvidoso e incrédulo pensamento do que estava acontecendo. Imaginei que seria uma transferência de unidade de tratamento, mas não foi isso, e ainda em silêncio eu te seguia e logo nos aproximamos de um pequeno carro de cor verde claro. Ela se dirigiu à parta do passageiro a abriu e eu entrei, em seguida deu a volta, adentrou no carro deu partida e saímos, os vidros estavam todos fechados, o carro estava muito limpo e eu ainda sem entender nada fui tomado por um cheiro muito gostoso e suave que tomou conta do meu olfato dominando a minha mente e o meu corpo e que me fez aos poucos eu ir me distanciando daquele mundo, daquela realidade, daquela mesmice de vários anos. Me vi  como se estivesse dormindo meio ao jardim, meio a pétalas de flores exóticas e silvestres. Acho que era a sensação de liberdade. Não tive mais coragem de abrir os olhos por um longo período, e aquele cheiro suave, contagiante, tomava conta de mim, não era o cheiro do perfume dela e disto eu tinha certeza,  era um cheiro que eu nunca tinha sentido. ESTE CHEIRO, ERA CHEIRO DE LAVANDA, um cheiro muito gostoso e apaixonante, era algo sem malícia, era algo puro, do paraíso, era algo divino nada a ver com este mundo, pensei que fosse um anjo que tinha vindo me buscar, um anjo que teve pena de mim, pena do meu sofrimento e estava me levando para  sempre para perto de Deus, e sem que ela falasse comigo e sem que eu tivesse coragem de abrir os olhos continuávamos calados e se locomovendo e na minha concepção, rumo a um lugar lindo, simplesmente rumo ao céus, ao paraíso, não ao paraíso da malícia do pecado e sim paraíso da eternidade. O carro parou e uma voz branda soou dizendo o meu nome e eu tive que acordar,  eu tive que abrir os olhos, enfim, eu tive que viver novamente e logo percebi que ainda estava aqui. Estávamos parados em um lugar lindo, um lugar mágico e diferente, era aqui mesmo na terra, não era sonho, não era o Céu, afinal eu realmente acordei e fiquei contente, era um lugar diferente do que eu estava vivendo há 04 anos, era uma pequena área gramada, um plano no alto, ao lado de uma montanha, era um lugar feito pelas mãos do homem com auxílio de máquinas possantes, e não tenho dúvidas que aquele lugar tinha as mãos de Deus também por ser assim tão planejado e tão bonito, a vegetação era de árvores nativas naturais dali mesmo, misturada com plantas ornamentais ali plantadas, tudo era perfeito, tudo combinava e estavam em harmonia e como era primavera tinha lindas flores e lindas borboletas voando…       … continuação na 2ª página…Clique na parte superior direita - História de Vida-2ª Página (Port.)

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22

de
abril

Historia de Vida - 2ª Página(Port.)

 

…Eu e Jolin continuamos calados sem conversar assim como no início e já tinha se passado 02:00 horas, era 08:30. Naquele lugar o clima era maravilhoso e estava tudo molhado, as folhas tinham gotas de água de uma pequena chuva que tinha acabado de passar. Naquele pequeno paraíso tinha um chalé minuciosamente planejado, encravado na montanha íngrime e meio as árvores onde  as pontas das galhas adentravam a varanda, tudo estava muito limpo e aconchegante. Era tudo o que eu queria, ar puro de montanha, ar puro da vegetação, ar do mato mesmo. Depois de alguns minutos em deslumbro total por aquele lugar nos deparamos, nos olhamos simultaneamente e só aí é que nos descobrimos e tivemos tempo para conversar. Já recomposto das emoções, ela gentilmente esboçou um lindo e suave sorriso, foi o primeiro depois de 04 anos, seu rosto, sua boca bonita, seus lábios rosados e seus dentes brancos me encheram de ternura e amor, como esta mulher é linda!
                  Sobre nós, eu não podia imaginar diferente, eu já estava acostumado a me ver e me ter como um ser do outro lado da vida, um ser que tinha superado a morte e por ter superado a morte nada mais eu poderia ter, nada mais eu poderia querer, para mim a hipótese de alguém me querer era inexistente,  era descartada e para que vocês saibam, era assim que eu pensava, era assim que eu agia ignorando a minha própria existência, ignorando a dádiva da vida que Deus me deu, a vida que Deus me deu pela segunda vez e agora com este momento, com este acontecimento a vida pela terceira vez. Como pude esquecer que a parte mais bela de um ser humano é o seu interior, o seu íntimo, meu corpo não era mais o mesmo, minha pele era outra, já não era mais uniforme, já não era mais suave e  ali sem cobranças, sem culpas, sem ignorância, e com amor, com muito amor, livre de prostituição e aberração ao lado de Jolin passei o domingo mais feliz da minha vida. No final ela me disse, eu te amo em silêncio há 04 anos, você é especial para mim e hoje Deus escolheu este dia para  apresentar  nosso amor um ao outro. Eu respondi em voz tremula e rouca, eu também meu amor, como você, eu te amo há 04 anos em silêncio, e  seu jeito e seu silêncio fez o meu amor nascer por você e por você ela irá durar para sempre.
                    Passaram-se exatamente 08 meses após este acontecimento entre eu e ela. Tive alta do hospital, voltei para minha cidade, para minha casa. Sobre Jolin, após 01 ano e meio do meu regresso para casa recebi uma pequena carta sua com poucas palavras e poucas emoções que em resumo dizia assim: estou feliz e peço que se alegre por mim, todos nós temos sonhos e o meu era trabalhar na Cruz Vermelha como voluntária na minha profissão de enfermeira, estou escrevendo-lhes daqui do Líbano, daqui a 06 meses completará 02 anos que estou aqui, brevemente estarei de volta ao Brasil. Realmente não demorou muito o seu regresso, passaram-se os 06 meses e ao completar 02 anos de serviços voluntários na fronteira do  Líbano com Israel cuidando dos feridos do grupo da OLP (Org. para liberação da Palestina) e também dos feridos de Israel ela voltou definitivamente para o Brasil.
                 Coincidência ou não, destinos marcados talvez, novamente era domingo de primavera do ano  de 1.989 por volta das  às 06:30 horas da manhã alguém bate a minha porta e disse, vá até a loja para atender uma ligação que será retornada dentro de uns 10 minutos, eu não tinha telefone em casa e iria atender a ligação na loja de livros do meu cunhado, sem tempo para imaginar me dirigi rapidamente ao banheiro para lavar o rosto, ao abrir a porta, aquele inesquecível cheiro de lavanda que nunca mais eu tinha sentido adentrou em minhas narinas, não tive dúvidas, era Jolin, um telefonema de Jolin para mim. Rapidamente eu já estava a caminho para atender o telefonema, chegando lá, não tinha ninguém na loja, encontrei a porta semi-aberta e adentrei, sentei-me ao lado do telefone e tão logo ele tocou, tocou uma vez, e na metade do 2º toque eu peguei o fone e quando direcionei ao ouvido, impressionante  o que aconteceu, novamente aquele inesquecível cheiro tomou conta do ambiente, não tive mais dúvidas, sabia que era Jolin, ao por o fone no ouvido, uma voz muito branda, fraca e distante me disse: sei que é você meu amor, venha me ver, estou muito doente, estou no mesmo hospital em que você estava.
                Voltei para casa correndo, sem pensar fiz uma pequena mala, peguei o carro dirigi por 200 kilômetros, cheguei a capital do meu Estado, peguei o 1º vou direto para a capital do Estado dela, tudo foi muito rápido e pouco mais de 01 hora e 45 minutos  de vôo já me encontrava no aeroporto de destino, tomei um táxi e dentro de 15 minutos num total de 05:00 horas da minha saída de casa eu estava na porta de entrada do hospital. Já tinham se passado 02 anos e 04 meses que eu tinha saído e não mais retornado naquele hospital, ao chegar, fiquei ali pasmo na porta de entrada por alguns segundos, um imenso calafrio tomou conta do meu corpo, respirei fundo e comecei a adentrar, como era domingo o corredor estava muito calmo e os saltos do meu sapato faziam barulhos, quase no final do corredor avistei uma porta semi-aberta, não tive dúvidas adentrei, sobre uma cama branca, lá estava Jolin, cheguei bem de mansinho peguei em tuas mãos, ela de olhos fechados, apertou a minha mão e ainda de olhos fechados me disse: é você meu amor? Eu sabia que você viria, e bem de mansinho foi  abrindo os olhos e com um olhar que eu jamais vou esquecer  me disse: vivi por ti e agora não vivo por mim, mas quero viver para sempre nas tuas lembranças e carrego comigo todo amor e carinho que juntos passamos. Após dizer estas palavras seus olhos se lacrimejaram e brilharam e aos poucos foram se fechando para nunca mais se abrirem, e neste momento eu percebi que perdi o grande amor de minha vida, novamente um rápido cheiro de lavanda soprou da janela sobre nós e ela morreu, desde então por mais que eu queira nunca e jamais pude sentir o cheiro de lavanda. Deixei seu corpo no hospital e fui para um hotel, mais tarde recebi um telefonema de uma enfermeira por nome de  Zara dizendo que o  enterro seria na segunda feira as 06:30 da manhã, lembrei-me de  quando estava naquele hospital que a segunda feira era o dia mais alegre para mim e naquele momento percebi que pela primeira vez que a próxima segunda feira iria  ser muito triste.
                  Passei aquela triste tarde de domingo sozinho no quarto do hotel, lembrei-me dos bons e felizes momentos que passamos juntos em 1.986. Guardava comigo na minha mente aquele dia de domingo que ficamos juntos naquele lugar maravilhoso. Hoje fico pensando, como o ser humano é fraco, como o nosso corpo, nossa carne é fraca. Há pouco mais de 02 dois anos Jolin era jovial, bela e formosa, hoje se esvai, padece e vencida pela doença falece, assim tão magra, tão triste e tão calada. Chego a conclusão que nosso espírito, nossa gratidão e nosso íntimo é que é forte. Temos que sermos bons. Temos que ter amor antes que seja tarde, antes que a gente padece e antes que a gente falece. Preciso saber, precisamos saber: nosso espírito, nossa alma vai para Deus, é preciso que vá em paz para a eternidade, daqui bens materiais não se leva, só se leva o espírito e a alma e também aquilo que você cultivou: bondade ou maldade e se você foi bom deixa saudades.          
                  Já era noite, adormeci e de manha bem cedo fui ao cemitério no seu enterro, pelo vidro de seu caixão que de tão branco se misturava com sua roupa branca de enfermeira a vi pela última vez. Peguei o avião de volta, hoje estou em casa, jamais consegui esquecer Jolin. Para sempre Jolin, minha eterna Jolin…                    … continuação na 3ª página…Clique na parte superior direita - Historia de Vida-3ª Página (Port.)

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22

de
abril

Última página português

  …Ela foi internada no mesmo hospital que eu, ela sofreu o mesmo mal que eu, ela sofreu a mesmas dores que eu.
                      Eu me envolvi em um acidente de carro seguido de uma grande explosão de gás natural que jorrou uma  bola de fogo de altura e espessura de grande proporção, queimando tudo que por ali estava. 
                    Ela foi atingida e queimada por uma explosão de uma bomba incendiária que jogaram sobre o acampamento de feridos onde ela estava trabalhando como enfermeira voluntária. Voltou para o Brasil, para o mesmo hospital que eu, fez tratamentos, mas em poucos meses morreu não resistindo as queimaduras e a insuficiência respiratória por ter inspirado gases tóxicos da bomba que a atingiu.
 
                Hoje ainda, me pergunto… Ainda hoje, não encontrei resposta…
                Porque Jolin morreu?

                Obrigado por ter lido, espero que gostou.
                Tenha um bom dia.

                Deixe seu comentário
                                    
                  Eu sou, D.a.r

                  Dedicações: J.a.n.p, Jolin, M.m.a.r., C.a.a.s.r., C.a.r., B.r.s., L.g.k.c.,

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22

de
abril

Historia de la Vida - 1ª Página(Español)

 Aquí están escritas 03 páginas de un libro que estoy escribiendo.
Pequeña parte de un acontecimiento y experiencia vivida.
Desea leer?  Por favor, lea hasta el fin.

PODRIA SER OLOR DE JAZMIN
PERO ERA OLOR DE LAVANDA.
             

    Después de tantos días, de tantas noches, de tantas añoranzas, tristezas y pocas alegrías, en aquella mañana soleada, tan temprano me desperté con un rayo solar que sobre la grieta de la cortina vino de encuentro a mi rostro, no sabía lo que causó aquella escena, pero luego descubrí que después de tantos días y tantas noches aquella cortina descolorada de la color oscura había sido sustituida por una de color clara, razón del rayo solar haber penetrado así tan cedo y despertarme. Era mañana de domingo y por varios años mi vida era monótona, siempre las mismas cosas y el mismo objetivo y para empeorar, los sábados, domingos y festivos eran más tristes aún, esos días aquel lugar me quedaba tan desierto y tan callado que tardaba una eternidad pasar. El lugar donde me encontraba era el sustituto de mi hogar, sin embargo un hogar donde la gente vive otra realidad con un proyecto inicial único: salir de allí, usted no está allí porque quiere, pero tampoco puedo negar que de los momentos en que se vive es que surgen otros momentos a vivirse.
              Cuando llegaba 2ª feria de mañana, como era bueno oír el barullo de las puertas abriéndose, el barullo de los zapatos adentrando en aquel recinto y también las voces que venían allá del fondo del pasillo de entrada deshaciendo todo el silencio y toda tranquilidad que se encontraba en aquel lugar. Por eso la 2 ª segunda feria para mí y para muchos otros allí se tornara el mejor día de la semana, pero para mí aún tenía una otra segunda cosa buena, que era ver aquella persona de estatura mediana, cuerpo bien definido, rostro lindo escondido por trae de algunas menees del fleco de cabellos negros, que de tan lisos resbalaban sobre su rostro e insistían en quedar escondiendo buena parte de tus ojos, de su rostro y su semblante, semblante este de una persona madura, vivida y genio fuerte, genio de aquellos que de tanto ver y participar de sufrimientos ya no más tenía sensibilidad y piedad de ver el sufrimiento de las personas que allí estaban, ya no tenía más iniciativa y paciencia en mostrar una sonrisa, una alegría, hasta parecía que todo en su vida no tenía importancia o significado, ella era asimismo, esta persona insensible. Pero con el pasar de los días y de los años yo acabé por descubrir que en el interior y en el alma de aquella persona y para mejor esclarecer, de aquella mujer, existía una persona muy linda y atractiva capaz de amar y de ser amada.
                Era domingo de primavera, día 10 de octubre de 1986, y por ser primavera, as vezes yo tenía la impresión de sentir un rápido y pasajero olor de perfumes de flores silvestres que adentraba en mi cuarto, las flores realmente existían y estaban allá fuera, pero era imposible su perfume llegar hasta el noveno piso, era muy alto y el viento no permitía que el olor se propagara por tan alto, pero luego descubrí que el rápido y pasajero olor que yo sentía nada más era que ilusión de olfato aguzado por el deseo que yo tenía en poder estar allá fuera en medio de aquel jardín de árboles grandes y floridas, también descubrí, pero fingía no saber que este olor era provocado por la fragancia de limpia vidrios que las celadoras aplicaban sobre los muebles y vidriaças.
                 En esta misma mañana de domingo de primavera 10 de octubre de 1.986 por alrededor de las 06:30, todo estaba en silencio y yo ya sabía que sería más un largo y triste domingo, pero me engañé y todo fue tan diferente y maravilloso que valió la pena por los 04 años que yo estaba allí y también por los 08 meses de más que yo aún iría a estar allí. Cuándo yo menos esperava surge de la nada aquella personazinha con el mismo semblante de siempre, excepto por su peinado que estaba de cabellos la sueltas, pero las mechas del fleco continuaba a esconder parte de sus ojos y su rostro, excepto también por su vestimenta que todos los días eran blancas y aquel día era un mediano vestido modelo tubinho de color discreta de amarillento, su vestido se situaba un poco la encima de las rodillas, esta persona de quien estoy hablando era la enfermera Jolin que vino directo en mi dirección, a lo aproximarse de mí una inmensa onda fría pasó por todo mi cuerpo. Ella, sin esbozar sentimientos, sin ninguna explicación y satisfacción, se curvó bien próximo a mi rostro, miró en mis ojos y bien en voz baja me dijo, vaya hasta al bañero y el más rápido posible se higienice y coloque estas ropas, entregándome así una bolsa de compras. No tuve tiempo, no me osé, nada hice, no conseguí y nada pregunté y sin entender e imaginar nada, rápidamente me dirigí al bañero y hice lo que ella me pidió y tan inmediatamente ya estaba de vuelta junto a ella. Ella nuevamente no demostró ningún sentimiento y simplemente, en tono muy bajo dijo vamos! Otra vez me quedé pasmo y no tuve tiempo y condiciones de pensar en nada de lo que estaba aconteciendo, seguimos por el pasillo, ella en pasos rápidos y yo un poco más a tras a seguir te, ambos callados el único barullo que se oía era de los saltos de su elegante zapato de color  semejante a de su vestido, en este momento en que yo te seguía es que dio tiempo de arriesgar un dudoso y  incrédulo pensamiento que estaba aconteciendo. Imaginé que sería una transferencia de unidad de tratamiento, pero no fue eso, y aún en silencio yo te seguía e luego nos aproximamos de un pequeño coche de color verde claro. Ella se dirigió a la parta del pasajero a abrió y yo entré, enseguida dio la vuelta, adentró en el coche dio partida y salimos, los vidrios estaban todos cerrados, el coche estaba muy limpio y yo aún sin entender nada fui tomado por un olor muy exquisito y suave que tomó cuenta de mi olfato dominando mi mente y mi cuerpo y que me hizo a los pocos yo ir distanciándome de aquel mundo, de aquella realidad, de aquella mismice de varios años. Me vi como se estuviera durmiendo medio al jardín, medio la pétalas de flores exóticas y silvestres. Creo que era la sensación de libertad. Ya no tuve coraje de abrir los ojos por un largo periodo, y aquel olor suave, contagiante, tomaba cuenta de mí, no era el olor del perfume de ella y disto yo tenía certeza, era un olor que yo nunca tenía sentido. ESTE OLOR, ERA OLOR DE LAVANDA, un olor muy exquisito y apasionante, era algo sin malicia, era algo puro, del paraíso, era algo divino nada a ver con este mundo, pensé que fuera un ángel que tenía llegado para me buscar, un ángel que tuvo pena de mí, pena de mi sufrimiento y estaba llevándome para siempre para cerca de Dios, y sin que ella hablara conmigo y sin que yo tuviera coraje de abrir los ojos continuábamos callados y se locomovendo y en mi concepción, rumbo a un lugar lindo, simplemente rumbo al cielos, al paraíso, no al paraíso de la malicia del pecado y sí paraíso de la eternidad. El coche paró y una voz blanda sonó diciendo mi nombre y yo tuve que despertarse , yo tuve que abrir los ojos, finalmente, yo tuve que vivir nuevamente e inmediatamente percibí que aún estaba aquí. Estábamos parados en un lugar lindo, un lugar mágico y diferente, era aquí mismo en la tierra, no era sueño, no era el Cielo, finalmente yo realmente me desperté y me quedé contento, era un lugar diferente de lo que yo estaba viviendo hace 04 años, era una pequeña área gramada, un plano en lo alto, al lado de una montaña, era un lugar hecho por las manos del hombre con auxilio de máquinas pujantes, y no tengo dudas que aquel lugar tenía las manos de Dios también por ser así tan planeado y tan bonito, la vegetación era de árboles nativos naturales de allí mismo, mezclado con plantas ornamentais allí plantadas, todo era perfecto, todo combinaba y estaban en armonía y como era primavera tenía lindas flores y lindas mariposas volando…                 …Continuación en la 2ª página… Clik en la parte superior derecha - Historia de la Vida-2ª página(Español)

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de
abril

Historia de la Vida - 2ª Página(Español)

 …Yo y Jolin continuamos callados sin conversar así como en el inicio y ya tenía se pasado 02:00 horas, era 08:30. En aquel lugar el clima era maravilloso y estaba todo mojado, las hojas tenían gotas de agua de una pequeña lluvia que había acabado de pasar. En aquel pequeno paraíso tenía un chalet minuciosamente planeado, enclavado en la montaña íngrime y medio los árboles donde las puntas de las gajas adentraban el baranda, todo estaba muy limpio y aconchegante. Era todo lo que yo quería, aire puro de montaña, aire puro de la vegetación, aire de lo mato. Después de algunos minutos en deslumbro total por aquel lugar nos deparamos, nos miramos simultáneamente y sólo ahí es que nos descubrimos y tuvimos tiempo para conversar. Ya recompuesto de las emociones, ella gentilmente esbozó una linda y suave sonrisa, fue el primero después de 04 años, su rostro, su boca bonita, sus labios rosados y sus dientes blancos me llenó de ternura y amor,
como esta mujer es linda!
              Sobre nosotros, yo no podía imaginar diferente, yo ya estaba acostumbrado a verme y  me tener como un ser del otro lado de la vida, un ser que había superado la muerte y por haber superado la muerte nada más yo podría tener, nada más yo podría querer, para mí la hipótesis de que alguien me querer era inexistente, era descartada y para que vosotros saibam, era así que yo pensaba, era así que yo actuaba ignorando mi propia existencia, ignorando la dádiva de la vida que Dios me dio, la vida que Dios me dio por la segunda vez y ahora con este momento, con este acontecimiento la vida por la tercera vez. Como pude olvidar que la parte más bella de un ser humano es su interior, su íntimo, mi cuerpo no era más el mismo, mi piel era otra, ya no era más uniforme, ya no era más suave y allí sin cobranzas, sin culpas, sin ignorancia, y con amor, con mucho amor, libre de prostitución y aberración al lado de Jolin pasé el domingo más feliz de mi vida. En el final ella me dijo, yo te amo en silencio hace 04 años, usted es especial para mí y hoy Dios escogió este día para presentar nuestro amor uno al otro. Yo respondí en voz trépida y ronca, yo también mi amor, como usted, yo te amo hace 04 años en silencio, y su modo y su silencio hizo mi amor nacer por usted y por usted ella irá a durar para siempre.
               Se pasaron exactamente 08 meses después de este acontecimiento entre yo y ella. Tuve alta del hospital, volví hacia mi ciudad, para mi casa. Sobre Jolin, después de 01 año y medio de mi regreso para casa recibí una pequeña carta suya con pocas palabras y pocas emociones que en resumen decía así: estoy feliz y pido que se alegre por mí, todos nosotros tenemos sueños y el mío era trabajar en la Cruz Roja como voluntaria en mi profesión de enfermera, estoy escribiéndoles de aquí de Líbano, de aquí la 06 meses completará 02 años que estoy aquí, brevemente estaré de vuelta a Brasil. Realmente no tardó mucho su regreso, se pasaron los 06 meses y al completar 02 años de servicios voluntarios en la frontera de Líbano con Israel cuidando de los heridos del grupo de la OLP (Org. para liberación de la Palestina) y también de los heridos de Israel ella volvió definitivamente para Brasil.
               Coincidencia o no, destinos marcados tal vez, nuevamente era domingo de primavera del año de 1.989 alrededor de las a las 06:30 horas de la mañana alguien bate mi puerta y dijo, vaya hasta la bazar para atender una llamada que será retornado dentro de unos 10 minutos, yo no tenía teléfono en casa e iría atender la llamada en la bazar de libros de mi cuñado, sin tiempo para imaginar me dirigí rápidamente al bañero para lavar el rostro, al abrir la puerta, aquel inolvidable olor de lavanda que nunca más yo tenía sentido adentró en mío nariz, no tuve dudas, era Jolin, una llamada de Jolin para mí. Rápidamente yo ya estaba a camino para atender la llamada, llegando allá, no tenía nadie en la bazar, encontré la puerta semi-abierta y adentré, me senté al lado del teléfono y tan inmediatamente él tocó, tocó una vez, y en la mitad del 2º toque yo peguei el fone y cuando direccioné al oído, impresionante lo que aconteció, nuevamente aquel inolvidable olor de lavanda tomó cuenta del ambiente, ya no tuve más dudas, sabía que era Jolin, a lo por el fone en el oído, una voz muy blanda, débil y distante me dijo: sé que es usted mi amor, venga verme, estoy muy enfermo, estoy en el mismo hospital en que usted estaba.
             Volví hacia casa corriendo, sin pensar hice una pequeña maleta, cogí el coche dirigí por 200 kilómetros, llegué la capital de mi Estado, cogí el 1º voy directo para la capital del Estado de ella, todo fue muy rápido y poco más de 01 hora y 45 minutos de vuelo ya me encontraba en el aeropuerto de destino, tomé un taxi y dentro de 15 minutos en un total de 05:00 horas de mi salida de casa yo estaba en la puerta de entrada del hospital. Ya tenían se pasado 02 años y 04 meses que yo había salido y no más retornado en aquel hospital, al llegar, me quedé allí pasmo en la puerta de entrada por algunos segundos, un inmenso escalofrío tomó cuenta de mi cuerpo, respiré fondo y comencé a adentrar, como era domingo el pasillo estaba muy tranquilo y los saltos de mi zapato hacían barullos, casi a finales del pasillo avisté una puerta semi-abierta, no tuve dudas adentré, sobre una cama blanca, allá estaba Jolin, llegué bien de manso  cogí en tus manos, ella de ojos cerrados, apretó mi mano y aún de ojos cerrados me dijo: es usted mi amor? Yo sabía que usted venia, y bien de manso fue abriendo los ojos y con una mirada que yo jamás voy a olvidar me dijo: viví por ti y ahora no vivo por mí, pero quiero vivir para siempre en tus recuerdos y cargo conmigo todo amor y cariño que juntos pasamos. Después de decir estas palabras sus ojos se lacrimejaran y brillaron y a los pocos fueron cerrándose para nunca más que se abrir, y en este momento yo percibí que perdí el gran amor de mi vida, nuevamente un rápido olor de lavanda sopló de la ventana sobre nosotros y ella murió, desde entonces por más que yo quiera nunca y jamás pude sentir el olor de lavanda. Dejé su cuerpo en el hospital y fui para un hotel, más tarde recibí una llamada de una enfermera por nombre de Zara diciendo que el entierro sería en la segunda feria las 06:30 de la mañana, me acordé de cuando estaba en aquel hospital que la segunda feria era el día más alegre para mí y en aquel momento percibí que por primera vez que la prójima segunda feria iría a ser muy triste.
                Pasé aquella triste tarde de domingo solo en el cuarto del hotel, me acordé de los buenos y felices momentos que pasamos juntos en 1.986. Guardaba conmigo en mi mente aquel día de domingo que nos quedamos juntos en aquel lugar maravilloso. Hoy me quedo pensando, como el ser humano es débil, como nuestro cuerpo, nuestra carne es débil. Hay poco más de 02 dos años Jolin era jovial, bella y hermosa, hoy se desvanecí, padece y vencida por la enfermedad fallece, así tan flaca, tan triste y tan callada. Llego la conclusión que nuestro espíritu, nuestra gratitud y nuestro íntimo es que es fuerte. Tenemos que seamos buenos. Tenemos que tener amor antes que sea tarde, antes que la gente padece y antes que la gente fallece. Necesito saber, necesitamos saber: nuestro espíritu, nuestra alma va para Dios, es preciso que vaya en paz para la eternidad, de aquí bienes materiales no se lleva, sólo se lleva el espíritu y la alma y también aquello que usted cultivó: bondad o maldad y si usted fue bueno deja añoranzas.
               Ya era noche, adormecí y de mañana bien temprano fui al cementerio en su entierro,  por el vidrio de su féretro que de tan blanco se mezclaba con su ropa blanca de enfermera a vi por la última vez. Cogí el avión de vuelta, hoy estoy en casa, jamás conseguí olvidar Jolin. Para siempre Jolin, mi eterna Jolin…                  …Continuación en la 3ª página…   Clik en la parte superior derecha - Historia de Vida 3ª e última página(Español)

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de
abril

Historia de la Vida - 3ª e última Página(Español)

 

…Ella fue internada en el mismo hospital que yo, ella sufrió el mismo mal que yo, ella sufrió la mismos dolores que yo.
           Yo me envolví en un accidente de coche seguido de una gran explosión de gas natural que chorreou  una bola de fuego de altura y espesor de gran proporción quemando todo que por allí estaba.
           Ella fue alcanzada y quemada por una explosión de una bomba incendiaria que jugaron sobre el campamento de heridos donde ella estaba trabajando como enfermera voluntaria. Volvió para Brasil, para el mismo hospital que yo, hizo tratamientos, pero en pocos meses murió no resistiendo las quemaduras y la insuficiencia respiratoria por haber inspirado gases tóxicos de la bomba que la alcanzó.
             Hoy aún me pregunto. Aún hoy no encontré respuesta.
             Porque Jolin murió?

             Obligado por haber leído, espero que gustó.
             Tenga un buen día. 
            POR FAVOR: por e-mail, por teléfono, escrito o hablado, pase este BLOG:  historiadevida.blog.terra.com.br   para 02 o 05 personas, quiero que él circule el Brasil y el mundo. Quiero que  el BLOG sejas mui visitado, eso me dará fuerza para yo terminar el libro.
            

                   

              Yo soy: D.a.r
             Dedicaciónes: Jolin, M.m.a.r., C.a.a.s.r., C.a.r., B.r.s., L.g.k.c., L.g.k.c., J.a.n.p… y  a usted que acabó de leer esta história.

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de
abril

History of Life - 1ª Page(English)

 

Here there are tree pages of a book I’ve been writing.
They are a little part of something that happened, an experience I’ve lived.
Do you want to read it? Please, read it to the end.

IT COULD BE JASMINE SCENT …
BUT IT WAS LAVENDER SCENT.

      After so many days, so many nights, I was missing everything. There was so much sorrow and little happiness. In that sunny morning, I had woken up so early with the sun ray coming through that curtain opening that came to meet my face. I did not know what had caused that scene, but I soon found out that after so many days and so many nights that off color dark curtain had been substituted by another light one, and that was the reason of the sun ray that came into my room so early to wake me up. It was a sunny morning. And for several years my life was dull, always the same things and the same objective. And to get worse, Saturdays, Sundays and Holidays were even sadder. On these days that place got so desert and quiet that it took ages to be over. The place where I had been was the substitute of my home, however it was a home where people live another reality with an initial unique project: to get out of there. You’re not there because you want to, but I cannot deny either that it is because of the moments you live that other moments happen for you.
 When it was Monday morning, it was very good to hear the noise of the doors opening, the noise of the shoes entering that place and also the voices that came from the back of the entrance corridor, breaking all the silence and all the calmness that there was in that place before. That is why Monday had become, for me and for many others there, the best day of the week. But for me there was another good thing. It was to see that medium height person who had a sharp-cut body a beautiful face hidden by some black hair locks of her bangs, that were so straight that slipped on her face and insisted to hide part of her eyes and her face. Face of a mature person experienced in life and who had a strong temper that had seen and participated so many times of sufferings that she did not have the sensibility and pity to see the suffering of the people who had been there. Since she did not have the initiative and patience to show a smile or an expression of happiness, it seemed that her life was not important or meaningful, that she was like that, and insensible person. But as the days and years went by, I ended up by figuring out that inside her and in her soul, better saying inside that woman, there was a very beautiful and attractive person capable to love and to be loved.
 It was spring Sunday, October 10th 1986, and because of the spring time sometimes I had the impression to feel a quick momentary scent of wild flowers that came into my room. The flowers really existed and they were there outside, but it was impossible for their scent to come to the ninth floor. It was too high and the wind would not allow the scent to spread so high. But soon I found out that the quick momentary smell I felt was nothing more than the illusion of a sharp smell by the desire I had to be out there in that garden of giant flowered trees. I also found out, but I pretended not to believe, that the smell was due to the fragrance of the product that the janitors used to clean the windows and furniture.
 On that same spring morning October 10th 1996, around 6:30 a.m., everything was silent and I knew that it would be another long and sad Sunday. But I was mistaken and everything was so wonderful and different that it was worth the four years that I was there and it was also worth the next eight months I would still be there. Suddenly out of the blue that little person with the same face as always, except for her hair that was different it was loose, but the hair locks of her bang continued to hide part of her eyes and her face. Except also for her outfits that were white everyday and that day she was wearing a discrete yellowish sheath dress, that was just a little above her knees. This person that I’ve been talking about was Jolin the nurse, who came towards me. As she got close to me a huge cold wave passed all over my body. Without showing any sentiments and without any explanation, she bended close to my face, looked into my eyes and in a very low voice said, “go to the bathroom and as fast as you can clean yourself and put these clothes on”, giving me a shopping bag. I did not have time, I did not dare ask or do anything. Without either understanding or imagining anything I quickly went to the bathroom and I did what she had asked me. Soon I was back next to her. She once more did not show any sentiment and simply said in a low tone, “let’s go!”. Once more  I got astonished and I did not have time and could not understand anything that was happening. We followed along the corridor, she in fast steps and I just a little behind following her, both quiet. The only noise you could hear was from the heels of her elegant shoes that had a similar color of her dress. In that moment that I followed her I even had time to risk a doubtful skeptical thought of what was going on, I had imagined it was a transference for another hospital unit, but it was not this that was going on. Still in silence I followed her and soon we got near a light green car. She went to the passengers door opened it and I got in, then she entered the car stared it on and we left. The windows were all closed, the car was clean. I, without having a notion of what was going on, was taken by a delicious suave scent that dominated my smell my mind and my body and made me, little by little, go far from that world, from that reality, from that apathy of several years. I saw myself sleeping in a garden of exotic and wild petals of flowers. I think it was the sensation of freedom. I did not have enough courage to open my eyes for a long period. And that contagious suave scent dominated me, it was not the scent of her perfume and I am sure about this. It was a scent I had never felt. THIS WAS THE LAVENDER SCENT, a delicious lovely scent. It was something without malice, something pure, from the paradise, it was something divine, it had nothing to do with this world. I thought she was an angel that had come to take me. An angel that was pitiful for me, for my suffering and was taking me near God forever. And without her speaking to me and without having the courage to open my eyes we continued quiet going on. In my conception to a beautiful place, simply to Heaven, to Paradise, not the paradise of malice and sin, but the Paradise of eternity. She stopped the car and a tender voice sounded saying my name and I had to wake up. I had to open my eyes. I had to live again and I soon noticed that I was still here. We were there in a beautiful place, a magic different place, it was here on earth, it was not a dream, it was not Heaven. I finally woke up and I was glad. It was a different place from what I had been living for four years. It was a small plain lawn in a high place beside a mountain. It was a place made by the hands of men with the use of powerful machines, and I have no doubt that place had the hands of God, for being so planned and beautiful like that. The vegetation was native trees, they were natural from that place, they were mixed with ornamental plants that had been planted there. Everything was perfect, everything matched and was in harmony, and as it was spring there were beautiful flowers and butterflies flying…           …continuation in 2ª page…    …Clik in the rigth superior part - History of Life-2ª page(English).

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de
abril

History of Life - 2ª Page(English)

 

…Jolin and I continued quiet, without talking, as in the beginning. Two hours had already gone by it was 8:30 a.m. The weather was wonderful in that place and everything was wet, there were water drops on the leaves, from a little rain that had just stopped. There was a small minutely planned cabin there, placed on the steep mountain among trees where the end of the branches invaded the porch. Everything was very clean and cozy. It was everything I wanted, fresh air from the mountains, pure air from the vegetation, the air from the forest. After some minutes astonished with that place, we looked at each other and only then discovered each other and then we had time to talk. I had gotten over the emotions, she gently tried a pretty suave smile, it was the first one after four years, her face, her beautiful mouth, her pink lips and her white teeth filled me with tenderness and joy, how beautiful this woman is!
 I could not imagine differently, I was already used to see myself and believe I was someone beyond life, someone who had overcome death, and for having overcome death I could have nothing else, I could want nothing else. In my opinion it was inexistent the chance of someone wanting me, it was something impossible to happen, and that was the way I thought, the way I acted, ignoring the gift of life that God had given me. The life God had given me for the second time and now with that moment and this happening He had given me life for the third time.
 How I could forget that the most beautiful part of a human being is his interior, his heart. My body was not the same, my skin was another one, it was not even, it was not soft. And there without guilty or ignorance but with a lot of love, free from the prostitution and aberration I spent the happiest Sunday of my life beside Jolin. In the end she said to me, “I have loved you in silence for four years, you are special for me and today God has chosen this day to present our love for each other”. I replied in a trembling hoarse voice, “Me too my dear, like you, I have loved you for four years in silence. And your personality, your silence made my love be born for you, and for you it will last forever”.
 Eight months had gone by after this happening between me and her. I had been discharged from the hospital, I came to my city, my home. After a year and a half of my return home I received a little letter from Jolin in a few words and a few emotions she said, “I am happy and I want you to be happy for me. We all have dreams and mine was to work for the Red Cross as a volunteer in my profession as a nurse. I am writing for you from Lebanon, in six months I will have been here for two years. Soon I will be back in Brazil”. It really did not take long until she had been back. It had been six months, and when she had served as a volunteer for two years in the frontier between Lebanon and Israel. She had taken care of the wounded of the OLP Group (Organization for the Liberty of Palestine) and also the wounded in Israel she definitively came back to Brazil.
 Coincidently or not, as the destiny had set or not, it was spring Sunday again 1989 around 6:30 a.m., someone knocks on my door and says, “go to the store to answer a phone call. It will be returned in ten minutes”. I did not have telephone at home and I answered the telephone in my brother-in-law’s bookstore. I did not have time to imagine what was going on, I went quickly to the bathroom to wash my face, and when I opened the door, that unforgettable lavender scent that I had never felt again entered my nose. I had no doubt, it was Jolin, a phone call from Jolin to me. Quickly I was on my way to answer the telephone. When I arrived there, there was nobody in the store, the door was half opened and I got in. I sat beside the telephone and soon it rang, it had just rung for the second when I took the receiver and when I put it on my ear. It was impressive what happened, that unforgettable lavender scent again spread around the place. I did not have any doubts anymore, I knew it was Jolin, and when I put the receiver on my ears, a very soft weak distant voice said to me, “I know it is you my love. Come to see me, I am very sick. I am in the same hospital you were”.
 I rushed back home. Without thinking I packed a little bag. I drove for two hundred kilometers. When I arrived in the capital of my State, I got the first flight to the capital of her state, everything was very fast and in less than an hour and forty five minutes flying I arrived there. I took a taxi and in fifteen minutes I was in the entrance hospital door. It took me five hours from the time I left home to the time I arrived there. I had already been two years and four months I had left there and I had not come back to that hospital. When I arrived there, I got astonished at the door for some seconds. A huge shivering sensation took all over me. I breathed deeply and I went into the hospital. As it was Sunday morning the corridor was very calm and the heels of my shoes made noise. When I was almost in the end of the corridor I saw a half opened door. I had no doubts I went in. Jolin was laid on a white bed. I approached her and took her hands. She, with her eyes closed, tightened my hand, and still with her eyes closed said, “is it you my love? I knew you would come”. And very slowly opened her eyes and with a look that I will never forget said to me, “ I have lived for you and now I do not live for myself. But I want to live forever in your memories and I carry with me all love and tenderness we have passed together”. After saying these words her eyes got wet and shone a little, and little by little they closed to never more be opened. By this moment I had realized that I had lost the great love of my life. Again, a quick lavender scent blew from the window towards us and she passed away. Since then, even if I want to I can not smell the lavender scent. I left her body in the hospital and went to a hotel. Later I have received a phone call from a nurse called Zara saying that the funeral would be on Monday 6:30 a.m. I remembered when I was in that hospital and that Mondays were the happiest days for me. In that moment I realized that, for the first time, next Monday would be very sad for me.
 I spent that sad Sunday afternoon alone in my hotel room. I remembered the good happy moments we spent together in 1986. I kept with me in my mind that Sunday we stayed together in that wonderful place. I keep thinking today, how the human being is weak, how our body, our flesh is weak. A little more than two years ago Jolin was youthful and beautiful, and today she died beaten by the disease. So thin sad and quiet. I conclude that our spirit, our gratitude and our heart is strong. We have to be good. We have to have love before it is too late, before we get weak and before we die. I need to know, we need to know: our spirit, our soul goes to God. And it is necessary that they go in peace to eternity. We do not take anything from here, you only take the spirit and the soul, and also what you had cultivated: the goodness or evil, and if you were good you are going to be missed.
  It was night, I fell asleep and very early in the morning I went to the cemetery to her funeral. By the glass of her coffin, that was so white that it mixed with the color of her nurse outfit that I saw in her for the last time. I took the plane back. Today I am at home. I could never forget Jolin. Forever Jolin my eternal Jolin…                  ….continuation in 3ª page….      ….Clik in the rigth superior part - History of Life-3ª page(English).

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22

de
abril

History of Life - 3ª and lost page(English)

 

 …She was hospitalized in the same hospital I had been. She had suffered the same sickness I had, she had suffered the same pains I had.
 I had gotten involved in a car accident, followed by a big explosion of natural gas that threw a big ball of fire burning everything that was around.
  She had been hit and burnt by a bomb explosion that someone had thrown over the wounded camping where she had been working as a volunteer nurse. She came to Brazil, to the same hospital I had, she had been treated but she passed away in a few months, because she did not resist the burning and the respiratory insufficiency for having breathed toxic gases from the bomb that hit her.

                Today I still wonder. I still have not found an answer.
                Why had Jolin died?

               Thank you for having read this. I hope you liked.
               Have a nice day.
             PLEASE:  for e-mail, writing, speaking or fonado, pass this BLOG:   historiadevida.blog.terra.com.br  to 02 or 05 people, I want that it inside circulates to Brazil and the world in 01 year, from: 04/16/2006 to 04/16/2007. I pretend to in GUINESS BOOK   as BLOG more visited inside the 01 year, this will give me force to finish the book.

        
              To steal is very ugly…
              To also ask for is not pretty…
               It gives of heart. I receive with gratitude.

               I have a great dream! One day I will be able to build a rejoinder of the  in a small mountain place with a beautiful garden what I knew and that here I described it.
               I ask to you. If you will able and want it, deposit or transfer the amount of 01 (one)  dollar in this account: BANK: 001 – BRAZIL BANK – AGENCY – 1492-3 – CHAIN COUNTS: 12.169-X – FAVORED: D.A.R
           
               Thank you, with its contribution I will be to able to realize this dream.
             
                I am: D.a.r

                Dedications: Jolin, M.m.a.r., C.a.a.s.r., C.a.r., B.r.s., L.g.k.c., L.g.k.c J.a.n.p… and you who finished to read this history.

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